A crise na saúde pública do Rio Grande do Norte ganha um novo e alarmante capítulo com a história de seu Abimael, paciente que teve as duas pernas amputadas após enfrentar uma longa espera por uma cirurgia eletiva no sistema estadual.
O caso, que causa indignação, evidencia as consequências diretas da demora no atendimento e da desorganização da rede pública de saúde. Segundo dados recentes, o estado já ultrapassa a marca de 47 mil pessoas aguardando por procedimentos cirúrgicos — um aumento superior a 70% em comparação com 2023.
Para o deputado estadual Gustavo Carvalho, a situação é reflexo de um cenário de abandono e falta de gestão eficiente na saúde.
“Não estamos falando apenas de números. Estamos falando de vidas. O caso de seu Abimael mostra até onde pode chegar a negligência. É inadmissível que pessoas percam a chance de tratamento e, pior, sofram consequências irreversíveis por falta de assistência”, destacou.
A fila crescente de cirurgias eletivas tem sido agravada por uma série de problemas estruturais, entre eles o atraso no pagamento de profissionais da saúde, a paralisação de serviços e a redução da capacidade operacional do sistema.
Enquanto isso, milhares de pacientes seguem aguardando por procedimentos que, em muitos casos, são determinantes para a qualidade de vida — ou até mesmo para a sobrevivência.
A história de seu Abimael se soma a outras milhares. São 47 mil famílias que convivem com a incerteza, a dor e a espera por uma resposta do poder público.
Diante desse cenário, o parlamentar reforça a necessidade urgente de medidas concretas para reorganizar a saúde estadual, reduzir a fila de cirurgias e garantir atendimento digno à população.
“Saúde não pode esperar. Cada dia de atraso pode significar uma vida comprometida. O Estado precisa agir com urgência”, concluiu.

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